A advocacia moderna tornou-se cada vez mais dinâmica, circunstância que exige dos escritórios atuação integrada, organização e, sobretudo, absoluta confiança entre profissionais e dentro desse cenário, a correspondência jurídica deixou de representar simples apoio operacional para assumir posição estratégica na condução de inúmeras demandas, pois cada audiência, despacho ou diligência passa a integrar uma estratégia construída por outro advogado, que permanece responsável pela condução do processo e deposita naquele profissional parte significativa da confiança conquistada junto ao seu cliente.
Permita-me compartilhar uma situação bastante comum na rotina forense, um escritório contrata um correspondente para participar de uma audiência, recebe a confirmação de que o ato foi realizado e, naturalmente, acredita que tudo transcorreu conforme o esperado, porém, dias depois, descobre que durante a audiência surgiu uma proposta de acordo diferente da inicialmente apresentada, uma testemunha alterou significativamente seu depoimento ou o magistrado fez observações relevantes sobre o andamento da causa, sendo que nenhuma dessas informações chegou ao conhecimento do advogado responsável enquanto ainda era possível decidir os rumos daquela estratégia.
Perceba que o problema, na maioria das vezes, não decorre da ausência de conhecimento jurídico, mas da forma como a própria correspondência jurídica ainda é compreendida por alguns profissionais, pois muitos acreditam que a diligência termina quando a audiência é encerrada, quando, na realidade, é exatamente nesse instante que podem surgir informações capazes de evitar novos atos processuais, reduzir custos, impedir deslocamentos desnecessários e permitir decisões muito mais eficientes ao escritório contratante.
Imagine, por exemplo, uma audiência de conciliação em que, após longo período de negociação, a parte contrária melhora significativamente sua proposta e o magistrado demonstra interesse em homologar imediatamente o acordo, porém o correspondente acompanha toda a conversa, encerra sua participação e comunica o escritório apenas horas depois, circunstância que impede qualquer orientação naquele momento e faz com que uma excelente oportunidade seja substituída por nova audiência, novos deslocamentos e mais tempo de espera para o próprio cliente.
Situações semelhantes também ocorrem durante audiências de instrução, quando uma resposta inesperada de uma testemunha, uma observação feita pelo magistrado ou até mesmo a postura adotada pela parte adversa podem alterar completamente a percepção do advogado responsável sobre o processo. Naturalmente, não cabe ao correspondente definir estratégias processuais ou substituir o patrono constituído, porém espera-se que possua discernimento suficiente para identificar acontecimentos relevantes e comunicá-los imediatamente, permitindo que decisões importantes sejam tomadas enquanto ainda existe tempo para agir.
Foi exatamente observando circunstâncias como essas que a equipe da Advocacia & Consultoria Paulo Henrique Martins, sob a coordenação técnica do advogado Paulo Henrique Martins, profissional com mais de dezenove anos de atuação na advocacia, consolidou uma metodologia de trabalho baseada na comunicação permanente, na atenção aos detalhes e no absoluto comprometimento com os interesses do escritório contratante, partindo da compreensão de que cada diligência representa apenas uma etapa de uma estratégia muito maior, construída para atender aos interesses do cliente final.
Ao longo da minha trajetória profissional, aprendi que os maiores prejuízos processuais raramente decorrem de grandes erros jurídicos, pois, na maioria das vezes, surgem de pequenos acontecimentos que deixaram de ser observados ou comunicados no momento oportuno, circunstância que poderia ter sido evitada por uma simples ligação telefônica, uma mensagem encaminhada durante a audiência ou uma informação transmitida antes do encerramento do ato processual.
Talvez seja justamente nesse ponto que muitos escritórios ainda insistam em cometer o mesmo equívoco, qual seja: transformar uma contratação baseada em confiança, responsabilidade e estratégia em uma simples comparação de orçamentos.
A correspondência jurídica não pode ser escolhida exclusivamente pelo menor preço, porque aquilo que efetivamente está sendo contratado não é apenas a presença de um advogado em determinada comarca, mas a tranquilidade de saber que uma audiência, um despacho ou qualquer outra diligência será conduzida por um profissional capaz de compreender a importância daquele ato para toda a estratégia processual.
É fato que os honorários representam um custo previsível, porém a perda de uma oportunidade processual, um acordo frustrado, uma informação transmitida fora do tempo ou uma estratégia comprometida dificilmente podem ser mensurados da mesma forma, por essa razão, acredito que a escolha de um correspondente jurídico jamais deva ser orientada exclusivamente pelo menor orçamento apresentado, mas sim pela confiança de saber que outro advogado (a) cuidará daquela diligência exatamente como gostaria que cuidassem de um processo seu.
