No dia a dia dos escritórios de advocacia, a confiança nos documentos apresentados pelas partes é a base de qualquer ação judicial. Contudo, o aumento de fraudes documentais tem acendido o alerta em processos cíveis, trabalhistas e, principalmente, nas ações de Família e Sucessões (como inventários e partilhas de bens).
A falsificação de assinatura em procurações, contratos de honorários, declarações de hipossuficiência ou testamentos pode comprometer a validade de todo o processo, gerando prejuízos financeiros e desgastes institucionais irreparáveis.
Muitas vezes, uma assinatura falsa em uma procuração antiga ou em um contrato de prestação de serviços passa despercebida a olho nu. Para evitar surpresas e a extinção do processo sem resolução do mérito, o advogado deve adotar uma postura preventiva por meio da perícia grafotécnica.
A contratação de um Assistente Técnico em Grafotecnia e Documentoscopia é o caminho mais seguro para:
- Realizar Exame Grafotécnico Prévio: Analisar preventivamente a autenticidade das assinaturas antes de protocolar a petição inicial ou apresentar a contestação;
- Detectar Métodos de Falsificação: Identificar se o documento sofreu montagem digital, decalque, imitação servil ou se houve reaproveitamento de assinaturas legítimas em folhas em branco;
- Garantir a Segurança Documental: Emitir um parecer de viabilidade técnica que embase o pedido de incidente de arguição de falsidade (Art. 430 do CPC);
Proteger os atos processuais contra fraudes de assinaturas é um dever de diligência que blinda o escritório de advocacia e garante a legítima defesa dos direitos do cliente.
Sobre o autor:
Cézar Mamede Jr. é Perito Judicial e Assistente Técnico especializado em Grafotecnia, Documentoscopia e Papiloscopia, atuando de forma remota e oferecendo suporte técnico especializado para escritórios em todo o Brasil.
